3 de setembro de 2010 18:54 

Multas da Operação Alçapão em Santa Catarina passam de R$1,2 milhão

Badaró Ferrari

Da Assessoria de Comunicação do Ibama

O Ibama em Santa Catarina deflagrou a Operação Alçapão, que ocorre na região do Vale do Itajaí, e visa ao recolhimento de aves mantidas de forma irregular. Desde o último dia 10 de agosto, quando a operação começou, o Ibama já multou R$ 1.203.000,00.

A partir de análises do – Sistema de Cadastro de Criadores de Passeriformes – Sispass, os agentes do Ibama monitoram os criadores com maior possibilidade de irregularidades, com isso, segundo o chefe da Divisão de Controle e Fiscalização do Ibama/SC, Carlos Ribeiro, a fiscalização se torna mais precisa e eficiente.

Na sua segunda etapa, que começou dia 30 de agosto e vai até o final de setembro, a operação apreendeu 19 pássaros silvestres mantidos irregularmente por um criador amadorista, que foi multado em R$ 9.500,00. Embargou um criador comercial de animais silvestres que estava desenvolvendo a atividade em desacordo com a licença, o valor da autuação foi de R$ 55.500,00.

Outro embargo se deu a um criador conservacionista, com multa de R$ 550 mil. Dentre as irregularidades constatadas, havia animais sem marcação de origem, fabricação irregular de anilhas e, um “zoológico irregular”, constatado pelo livre acesso ao criadouro de hóspedes do hotel que funciona no mesmo local.

Houve também a autuação de uma pessoa que expunha animais à venda na internet, sem a licença do Ibama, com multa de R$ 35 mil. Os fiscais autuaram ainda o proprietário de uma agropecuária que mantinha 84 aves silvestres exóticas sem origem legal e sem licença para criação. Dentre as espécies apreendidas estavam ring-necks e roselas. O homem recebeu multa de R$ 254 mil e o Ibama vai encaminhar a denúncia ao Ministério Público, para que ele responda pelos crimes de possuir espécies sem procedência e trazer para o país animais sem autorização.

Todos os animais apreendidos na operação estão sendo encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres – Cetas, do Rio Vermelhe, em Florianópolis.

O valor das multas varia conforme a ave: as não ameaçadas de extinção é de R$ 500 e, para as ameaçadas, R$ 5 mil.

“Tão importante quanto nossos sistemas e serviços de controle, é a fiscalização da população, que através de denúncias nos leva a locais onde crimes ambientais estão sendo praticados. As pessoas podem denunciar toda e qualquer irregularidade percebida sem haver a necessidade de se identificar. Com isto se diminui a incidência de práticas irregulares em relação à fauna e flora”, diz Ribeiro.

As denúncias ao Ibama podem ser feitas por meio da Linha Verde, cujo número é 0800-618080.



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